RAIZ DAS IMAGENS

cinema-ação

Madeireiros em terra Xavante:
O primeiro filme realizado pelos jovens cineastas após as oficinas do coletivo.

Filme realizado em setembro de 2013, integralmente pelos jovens cineastas Xavante da aldeia N. S. de Guadalupe.
Os jovens cineastas registraram toda a ação de cerco e captura dos madeireiros que retiravam ilegalmente da reserva indígena de São Marcos.
 

Uma casa, uma vida

Filme realizado pelos jovens Xavante em parceria com o coletivo Raiz das Imagens a partir das oficinas realizadas nas aldeias Santa Cruz e Belem durante o projeto Tiba'uwe nos meses de agosto e setembro de 2013.

 
   Raiz das Imagens é um projeto que tem como objetivo conscientizar o indivíduo indígena através de uma auto-reflexão, difundir seu modo de vida, ensinar os instrumentos audiviosuais e documentar a realidade atual e as origens da cultura indígena bem como as mesclas na raiz cultural brasileira, utilizando como instrumento de diálogo o cinema e ferramentas audiovisuais.

   Para tanto, buscamos apoio junto a instituições não-governamentais, editais, coletivos e pessoas físicas com a finalidade de seguir documentando, recuperando tradições e trabalhando para a união e força das diversas etnias brasileiras.

Quem participa?

Direta e indiretamente, todas as pessoas da comunidade envolvida no projeto poderão participar na realização desta iniciativa.
Diretamente implicados estão os jovens aprendendo a linguagem e a técnica audiovisual.
Com isso, os jovens buscarão os mais velhos para gravar-lhes e aprenderão sobre: técnicas de artesanato, histórias antigas, o orgulho indígena, conhecimento de medicina natural entre outros temas importantes para a recuperação e registro da cultura. Os videos realizados dentro das oficinas e posteriormente (pela própria equipe de cineastas indígenas) serão projetados nas aldeias participantes do projeto e também em outras aldeias e comunidades.
 

O Projeto

  Pretendemos com este projeto fortalecer os aspectos da cultura indígena das várias etnias ao propor a reflexão e observação dos agentes sociais, dos ritos e do cotidiano dessas aldeias. Os mais jovens, que são os principais responsáveis pela atualização da cultura indígena, envolvidos na realização dos filmes estarão motivados a procurar e relacionar-se com os mais velhos afim de aprender e descobrir detalhes da sua tradição com objetivo de documentar eles mesmos. 
  Para aumentar e diversificar nossa atuação, fazemos também uma ponte entre as aldeias e as cidades e populações que circundam o território indígena, gerando conscientização entre povos que vivem tão perto e muitas vezes se desconhecem por completo. Criando assim um dialógo entre índios e suas comunidades envolventes.

  Ao mesmo tempo que este projeto fortalece a cultura local, há todo um trabalho de desmitificar a figura do índio, trazer a discussão sobre a realidade retratada pelas etnias indígenas para a sociedade branco-ocidental, já que esta imagem é geralmente carregada de pré-conceitos frutos do desconhecimento sobre este diverso universo indígena. Muito se ouve falar que “já não existem mais índios”, porque o índio que preenchia o estereótipo no imaginário coletivo era aquele índio pelado, descalço e com penas na cabeça. Esse estereótipo antiquado e romântico permite a construção de falsas premissas que só fazem aumentar o abismo entre a sociedade envolvente e os povos originários, assim qualquer forma de integração que busque o intercâmbio, o diálogo, o conhecimento e o reconhecimento das diferentes culturas é essencial.